domingo, 17 de abril de 2016

Antologia "Vidas Envolvidas"

Parabenizamos a nossa acadêmica, professora Cristina Ribeiro pelo belo trabalho na organização da Antologia Vidas Envolvidas.
O livro teve a participação dos alunos do Centro Educacional Nossa Senhora da Conceição - CENSC em Tamandaré-PE e foi publicada pela Edições Rascunhos, através do editor Valque Santos.

Formação da Mesa. Presença de Autoridades: Professores, secretária de educação, secretaria de Ação Social, vereadores do município de Tamandaré. Presença também da: Academia de Letras e Artes da Cidade do Paulista - ALAP, Academia Escadense de Letras - AELE, Academia de Letras de Jaboatão dos Guararapes - ALJG - União Brasileira dos Escritores - UBE.

Os professores do Centro Educacional Nossa Senhora da Conceição - CENSC, envolvidos no Lançamento da Antologia "Vidas Envolvidas" Tamandaré.





domingo, 3 de abril de 2016

Almoçando no Mercado - Ano II

Na certeza do dever cumprido, em mais uma edição do nosso projeto “Almoçando no Mercado” queremos agradecer aos participantes e expectadores desta grandiosa festa.

Em especial aos:

músicos escadenses:

Edvaldo Levino Levino
Djalaide Rocha
#Marcinho 

Aos poetas de grande magnitude da nossa cidade:

Valdeci Siqueira
João Paulo Araújo
Carlos Queiroz
Adriano Sales - Poeta 
Eli Rodrigues

Nossos Patrocinadores:

*Prefeitura Municipal da Escada
*Brilhos e Delírios
*J.A. Carmo












Confiram mais fotos em nossa rede social:
www.facebook.com/aele.escada
www.facebook.com/academiaescadensedeletras

segunda-feira, 28 de março de 2016

ALMOÇANDO NO MERCADO - ANO II

ALMOÇANDO NO MERCADO - Ano II
Tem poesia e gastronomia
nas rimas de Seu Manoel
e o tira'gosto é sarapatel
Dona Mariana toda alvoroçada
temperou o mocotó
e fez uma panelada
Eli Rodrigues já confirmou
que lá vai estar
alou seu Bio, bota a cerva pra gelar
Vai ter música de declamação
com Dédo Cordelista
vai ser muita emoção
Nos barzinhos do mercado
vai ter tripinha, mão-de-vaca
guisado e boi assado
Traga sua família neste sábado
para curtir
o Almoçando no Mercado.
***********************
Com o objetivo de divulgar as potencialidades gastronômicas da nossa cidade reforçando assim o desenvolvimento turístico do município, bem como levar ao conhecimento do povo arte das poesias e da música local, a Academia Escadense de Letras realiza o programa Almoçando no Mercado.
Com apresentações de Poetas, Cordelistas e Músicos locais, o evento será reforçado com a gastronomia local servida nos bares do Mercado Público de Escada.
O “ALMOÇANDO NO MERCADO” será realizado no sábado dia 02/04/2016 das 11h30 às 16h no Mercado Público da Escada.
O evento será aberto ao público em geral com consumação paga pelo participante.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Convite - 7º Sarau da AELE

CONVITE


Convidamos a todos para participar o 7º Sarau da AELE. Como de costume, sempre apresentamos um tema de relevância para educação, literatura, cultura e/ou ciências. Neste, sob o comando do Professor Mestre Francisco de Assis, falaremos sobre Gestão democrática na escola pública municipal (pela obrigação de fazer!).

Entrada Franca:

Data:  Sábado 19/03/2016
Hora: 19h30

Local: Sede da AELE – Rua Cândido Dias, 73 Centro Escada-PE


quinta-feira, 10 de março de 2016

Homenagem ao Dia da Mulher - 8 de Março

MULHERES   PARA   SEMPRE


            Mulher, a prerrogativa matutina para quem se ama.
O privilégio de quem a ama.
O soluço da emoção incontida, o suor que da testa goteja, para quem dela se despede.
            MULHER:   TODAS   AS   ALEGRIAS,  TODAS   AS   AGONIAS.
     
      
Quando eu era pequenino me enroscava na saia da minha mãe e sabia que estava protegido, que dali ninguém me tiraria. Aquele regaço era o meu berço, meu tesouro, e minha cidadela.  Quando cresci, fiz a mesma coisa, só que desta vez com a saia da mulher que eu amava. Sentia-me resguardado e defeso para todas as tempestades, seguro de que não haveria nenhum dragão que pudesse me arrebatar, levando-me para passear compulsoriamente nas asas da traição.
            A mulher amada engole a língua de fogo, e de volta cuspe na cara do ingrato, que voa célere para longe do perigo da defensora, a leoa de todos os filhotes, de todos os amantes, dos amados e dos indefesos. Mulher, a gladiadora invencível que perdura habitando as arenas dos justos, para lobrigar os incautos sorrateiros, que violam o silêncio da noite para perpetrar a maldade.
            A mulher é a estrada da divindade, o alcance da orla Divina, a pureza de todos os sonhos sonhados e por sonhar. Sua saga é o perdão e a caricia que envolve soluções saudáveis e resultados inesperados. A panaceia para todos os males que aflige os homens, o cordeiro de Deus, e o caminho para a felicidade. Ela deve ser exaltada todas as manhãs, como se oração fosse para começar o dia.  O plenilúnio que deve nortear nossas ações sob a luz que alumia nossos corações, nossos sentidos e nossas vontades.
            A pureza e o perdão, a franqueza e a lassidão.
            Sem a mulher, a vida é uma metade, aquela metade estragada para consumo, dividida com a injúria do desprazer. Sem ela fica faltando o afago nas horas difíceis, a consolação nos momentos de dúvidas, o acarinhamento nas ocasiões em que sofre o ambulante, quando suas ações não são reconhecidas.
            MULHER  O  HAUSTO  VIVIFICADOR.
            ...COMO VIVER SEM ELA!!!



Anchieta Antunes   -    março de 2016.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

AMOR BREJEIRO

            Foi na boca da noite de um inverno brabo que no terraço do casarão Otacílio me contou toda esta historia que agora passo pra frente. Chovia todas as chuvas da vida numa só tarde, o tempo estava cinzento e úmido, e aquele cafezinho que tomávamos não adiantava de nada pra esquentar o corpo, muito menos o espírito; foi quando ele, o dono da casa gritou:
            –Mariinha, trás aquela pinga especial que eu escondi no quarto, o compadre ta morrendo de frio. Avie logo que estamos necessitados.
            Depois do primeiro trago, quando o corpo entrou em ebulição, e a vida salpicou nos olhos, que ele começou a contar sua resenha.
–Eu era muito moço ainda, não tinha nem feito vinte anos, e, meu amigo,  para sofrer qualquer idade é ruim, seja ela pequena, media ou grande; amargor que se espicha e dói no corpo todo. Uma tristeza só!
            Naquele domingo de tardezinha, quando botei os olhos nela, fiquei cego; cego de amor, ou foi de paixão? Sei não! Estava tão cego da vista que só conseguia ver  com os olhos da emoção, até mesmo aquele fio de cabelo preto e lustroso que fazia cócega no nariz dela. A dentadura era uma cascata de alegria, o tempo todo rindo, como se a vida fosse só dela. Morena de olhos grandes e negros como a noite mais escura, corria de um lado para outro, brincando com suas amigas na Praça da Matriz. Criança? Não mais, embora ainda não soubesse de seus encantos.
            Demorou três domingos até a coragem se enraizar no meu espírito e eu conseguir matar os dez passos de distancia dela. Cheguei devagar, bem de mansinho para não assustar a borboleta voadora que existia nela. Eu não disse nada: a coragem, aquela enraizada, parece que morreu de sede, e não deixou que eu falasse nem mesmo um _boa tarde moça!
            Foi ela quem, me cubando de baixo pra cima, disse:
–Boa tarde moço, quer alguma coisa? Se quiser, fale logo e vá embora, to ocupada com minhas amigas. Tá vendo não, é?
            –Quero nada não, só queria lhe conhecer...
            –Então quer, ora! Eu sou Lindalva e você?
            –Sou Otacílio, a seu dispor. Faz um bocado de domingos que eu lhe admiro, e não tenho coragem para me apresentar, até que disse: _de hoje não passa, e aqui estou.
            –E por que tanto interesse, posso saber? Minhas amigas estão morrendo de rir, ta vendo?
            –Podem rir â vontade, ouvir sua voz, pra mim, é um mata borrão pras zombarias. Não me–ofendem em nada.
            A conversa continuou até que a noite apagou o dia. Eu sabia que ia me deitar, mas não conseguiria dormir; tinha a noite toda para passear com ela pela cidade inteira, até cairmos de cansados na beira da esperança. Eu nunca tinha me enfeitiçado daquela maneira por nenhuma mocinha que conheci na vida.
Eu era um rapagão alto, bem fornido, de sorriso franco, ou melhor, uma gargalhada estrondosa, que chamava a atenção de todos e, não posso deixar de acrescentar, muito trabalhador.
            Lindalva ainda era um botão de rosa, com seus 16 anos de idade. Os encontros dos domingos foram amiudados para os dias da semana. Primeiro um dia, depois dois, três e por ultimo a semana toda, inclusive o domingo.  
Depois de mais de um ano de encontros e desencontros, encontrei-me num domingo qualquer, caminhando pela beira do rio com meu matulão cheio de amor; só estava esperando descobrir um pedaço mais fundo pra poder jogar tudo aquilo que trazia nas costas, na correnteza do rio. Ela tinha me dito que só queria ser minha amiga. Eu não agüentei, quem podia agüentar tamanha cipoada no lombo? O que eu mais queria era que o rio levasse pra bem longe, todo o meu amor e meu sofrimento, meu desconsolo, e minha tristeza. Meu depósito de lagrimas estava seco, fazia um tempão. Chorei toda a água que tinha pra chorar e ela não mudou de idéia, então pra que continuar? Parei de chorar pra não fazer papel de besta.
            Toda vez que voltava pra cidade, fazia de tudo para não vê-la; de que adiantava olhar para ela e não poder abraçá-la, beijá-la, amá-la? Era melhor vazar os olhos pra mandar pra bem longe a tentação de enxergar meu amor; furar os ouvidos para não ouvir a voz da minha patativa, cortar o nariz pra não cheirar o cheiro de  minha felicidade.
            De vez em quando dava uma pausa no trabalho para secar o suor da testa com a manga da camisa, e depois tomar um gole d’água pra molhar as entranhas esturricadas. Era quando escutava uma voz fina chamando-me com um sussurro. Olhava pra baixo e via meu matulão cheio de amor, pendurado na parede do coração e ele, o amor, escanchado na ponta balançando as pernas, como menino travesso e teimoso. Naqueles momentos tínhamos uma conversa que não me agradava de jeito nenhum. O amor dizia:
            –Sua vontade é fraca, foi vencida pelo tempo, a espera foi mais forte e você sucumbiu perante o desânimo; arrodilhou suas esperanças, deitou a cabeça sobre elas e dormiu o sono da derrota. Vencido pelo desespero e desesperança você desistiu da vida, da luta e da pele fina da vitoria.  Eu não! Quem pode vencer qualquer batalha contra o amor?  Sou persistente e imbatível, indomável e guerreiro audaz. Esteja pronto para receber-me quando eu vencer esta guerra que já está perto de terminar. Esta foi a última conversa que tive com ele, o amor, faz pouco tempo.
            De madrugada acordava com um  comichão na orelha e já sabia que era a saudade me convidando para dar um passeio na Praça da Matriz. _Isto não é hora de passear na praça, é muito tarde e não tem ninguém por lá, dizia baixinho, e ela, a saudade respondia com toda sua sabedoria:_Tem sim! Tem o espectro de Lindalva procurando o que ela sabe que perdeu, mas não consegue saber, ainda, o que é.
            –E o que foi que ela perdeu?
            –Ora! Ela perdeu o seu amor!
            –Está muito enganada minha amiga saudade, ela nunca perdeu nem perderá o meu amor. Meu amor por ela é eterno e infinito “enquanto durar todas as eternidades”. Só falta ela entrar na 1ª Classe do meu aconchego, do meu carinho, e de todas as minhas atenções. O infinito é pequeno para guardar o que sinto por ela. O firmamento é uma pequena caixa onde escondo um pedacinho dos meus sentimentos.
            A saudade dizia:
–Meu velho amigo, ela não sabe o que você tem guardado para ela desde que a conheceu; ela pensa que seu amor é um peão que gira, gira e arria no chão cansado de suplicar por um hausto de ar puro para continuar sobrevivendo. Otacílio, ela apenas imagina o tamanho da mansão que você tem para guardar seu amor por ela. Não desista nunca...
Nos meus sonhos eu a beijava sofregamente, com cuidado e lascívia, com os olhos fechados e o espírito aberto. O amor fremia em todo o meu corpo.
            Era assim que acontecia: de vez em quando o amor chegava montado no lombo da saudade para me fazer uma visita. Não escolhia dia nem hora, era abusado e mandão. Eu só tinha que abaixar o cogote e aceitar a visita de bom grado. Acho que gostava daquela intromissão profana,  que entrava no meu juízo sem pedir licença. 
                        Lindalva, com olhos fundos e a pele esmaecida, caminhava pelas ruas como uma sonâmbula, como um ente, despida de vigor, de força, de vida. Sua coragem estava escondida no beco da covardia e vergonha. Ela estava arrependida de ter trocado amor puro e saudável por uma simples amizade descolorida e insossa. Arrependimento não resolve nenhuma situação, por mais simples que seja. Há que partir para a ação, pedir perdão, reconhecer o erro, brandir a coragem de ser humilde, e entregar-se de corpo e alma, jogando no abismo do desconhecido a vaidade, o orgulho, e a vergonha.
            Lindalva só precisava dar o primeiro passo, que nem mesmo era um passo; não passava de um olhar... olhar  pra mim com a suplica pendurada nas pálpebras, como que pedindo desculpa pelo erro, pelo desperdício de tempo recheado de duvidas, e da anarquia do amor vilipendiado.
            Um dia...Ah! Um dia... que dia, meu amigo... foi na mesma praça do primeiro congelamento de olhar... meu olhar congelado pela cumplicidade que percebi entre nós; naquele momento mágico já sabia que havíamos nascido um para o outro; para nossa união ser consumada, só faltava a oração, a comunhão de espíritos, o selo da eternidade.
–Foi assim que tudo aconteceu, e hoje estamos aqui, eu lhe contando a história de minha vida pra você, meu amigo “consciência”.
História de amor verdadeiro não pode se transformar em manchete de jornal, em um causo contado nos botequins de ruas espúrias, não pode ser verbalizado por bocas pecadoras.
A “consciência” é o sacro amigo da pureza, e da prudência.







Anchieta Antunes
Copy right
Gravatá – 11/06/14.

Acadêmico Correspondete da AELE

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

4º Carnaval Lírico da AELE



O encanto e a tradição dos antigos carnavais ganham neste ano o formato de Baile Carnavalesco no 4º Carnaval Lírico da AELE.
Visando manter a tradicional ideia de homenagear “ícones vivos” na nossa cidade, a ACADEMIA ESCADENSE DE LETRAS, neste ano de 2016, homenageará o Grupo da Terceira Idade (Escada), realizando a junção da festa com os componentes (GTI) para promover um Carnaval diferente e mais proveitoso para os participantes.

Será servida uma feijoada animada por DJ, com músicas temáticas de Carnaval Lírico, no espaço fechado da Sede do Lions Clube Escada Mata Sul, traje à fantasia

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Lançamento da III Antologia da AELE

Os escritores da Academia Escadense de Letras reúnem-se mais uma vez para publicar a III Antologia da AELE, com os trabalhos de Contos – Cordeis – Crônicas e Poesias.
Adriano Sales; Anchieta Antunes; Cícera Izidio; Dea Coirolo; Eli Rodrigues; Elizabete Elias; Ivoneide Calado; Laís Miranda; Luiz Henrique Bastos; Elizabeth Leocádio; Sevatil Lôbo; Suely Telma; Valdecí Leocádio; Waldyr Siqueira e os vendedores do segundo concurso de poesia da AELE, Milene Raisa; Iara Dias e Allison Guilherme, compõem o quadro de escritores deste terceiro compêndio, o lançamento aconteceu no último dia 28 deste mês, no elegante terraço da residência da Profª e Acadêmica da AELE Vanilda Lôbo.
A foto da capa ficou a cardo do publicitário Paulo Fernandes, a foto mostra a imagem da cidade de Escada partindo do ponto de vista da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Escada, envolvendo ruas e bairros adjacentes com o efeito no estilo (loop) dando o sentido de “força, esperança e hospitalidade”.
Os componentes da comissão organizadora do livro Ana Lúcia Neto; Adriano Sales; Valderês Monte; Tarcísio Augusto e Teresinha Melo, falaram sobre a importância desta publicação anual para a cultura da cidade e região: “é uma forma de registrarmos na história da cultura de Escada e da Região a força literária que temos. Levando essa acessibilidade e oportunidade aos leitores para conhecerem os escritores locais no sentido de homenagear enquanto vivos e ao mesmo tempo valorizar o que é nosso, nossos escritores”, falou a presidente a AELE, Teresinha Melo.

Para quem quiser adquirir o livro, o custo é R$ 15,00, e pode ser comprado por encomenda no e-mail aele.escada@gmail.com  ou pelo inbox do facebook da AELE: https://www.facebook.com/aele.escada 



































                                              Poeta e Escritor Adriano Sales