sexta-feira, 7 de agosto de 2015

III ANTOLOGIA DA AELE - CHAMADA 01/2015 – Publicação de textos literários da AELE

A Academia Escadense de Letras comunica que se encontram abertas as inscrições para a terceira publicação – livro, da AELE. Os interessados deverão observar as orientações e normas expressas na presente chamada para que possam encaminhar sua produção.

1. Do prazo de inscrição A comissão editorial receberá o material a ser publicado no período de 03 de agosto a 03 de setembro de 2015 – Não será aceito o envio fora deste prazo.

2. Evento de lançamento da publicação 28 de novembro – 2015.

3. Objetivo da publicação Divulgar a AELE através de produções literárias de seus acadêmicos e pessoas homenageadas/convidadas.

4. Pessoas habilitadas a participar da publicação Acadêmicos efetivos e correspondentes, membros honorários, jovens intelectuais (adimplentes até julho de 2015), sócios beneméritos, escritores e artistas, contemporâneos da nossa cidade (homenageados/convidados). Autores que tenham participado de concursos produzidos pela AELE.

5. Comissão editorial Acadêmicos: Ana Lúcia Gomes Cavalcanti Neto, Adriano de Souza Sales, Tarcísio Augusto Alves da Silva, Terezinha de Jesus de Oliveira Guimarães de Melo e Valderês da Conceição do Monte.

6. Comissão de revisão Acadêmicas: Elda Quirino de Melo, Elizabeth Varela Leocádio, Rosilda Maria de Araújo e Sevatil Lôbo de Siqueira.

7. Material a ser publicado

7.1 Cada autor ou autora poderá publicar no livro produção literária INÉDITA – conto, crônica, poesia, poema, cordel, ensaio, limitado ao número de páginas descritas a abaixo e em até duas modalidades de texto:
a) Crônica: até duas páginas;
b) Contos: até duas páginas;
c) Cordéis: até duas páginas;
d) Ensaios: até duas páginas;
e) Poesias: Até uma página;
f) Poemas: Até uma página.

7.2 Caso haja disponibilidade de espaço, a comissão avaliará a possibilidade de publicação de três textos por autor(a). Por isso, é possível o envio de até três trabalhos desde que o(a) autor(a) indique a ordem de prioridade para publicação.

8. Quanto aos custos da publicação

8.1 Os custos da publicação serão divididos, proporcionalmente aos textos publicados, entre os autores, depois de subtraída a contribuição dos sócios beneméritos.

8.2 Estudantes que tenham participado de concursos produzidos pela AELE não assumirão custos de publicação.

9. Formatação do material a ser encaminhado à comissão editorial

9.1 O texto para publicação deverá ser encaminhado à comissão editorial, unicamente, para os seguintes e-mails: analuneto@gmail.com; deescada@yahoo.com.br; vcmontes@ig.com.br; teresinhajesusmelo@gmail.com; adrianosales.logistica@gmail.com

9.2 Texto: em Word. Fonte: Times News Romam; Tamanho da fonte: 12; Espaço entre linhas: 1,5.

9.3 Cada autor deverá encaminhar o texto acompanhado de um pequeno currículo (redigido no mesmo formato) com até 05 linhas e uma foto digitalizada.

Escada, 03 de agosto de 2015.
Comissão Editorial

sábado, 20 de junho de 2015

Todo dia é dia das mães. Texto do nobre confrade Anchieta Antunes

Mãe...
         Estou aqui...

         Quando eu era pequeno passava o dia todo correndo de um lado pro outro, subindo na mangueira, chupando manga tirada com a mão, escanchado no galho, balançando as pernas, o cabelo voando com o vento fresco da manhã, o rosto todo sujo de carne de manga; as mãos? Nem me fale! Um horror; ou seja, eu era menino mesmo, com todas as prerrogativas de uma criança solta no campo. Vivia sujo porque corria descalço, rolava na ribanceira do rio, tomava banho com roupa e tudo, e saia mais sujo do que quando entrava. Às vezes apareciam outros meninos da redondeza, e nós brincávamos de todas as maluquices inimagináveis, que só acontece na cabeça vazia de crianças.
         Com a minha baladeira, eu corria pro bosque perto de casa, para matar passarinho. O pobre do passarinho não servia pra nada de tão pequeno. Era só pelo prazer de matar o bichinho. Que maldade! Acontece que criança não tem maldade, mas sim, curiosidade, necessidade de descobertas, de aprendizado com a vida a céu aberto. Todo menino é um cientista, e o laboratório é o mundo ao seu redor. Assim ele aprende a ser adulto, a ter responsabilidade e se casar com uma futura mãe.
         Minha mãe, coitada, passava o dia cuidando da casa e dos meus irmãos – 6 – comigo _ 7 _ .
         _Meu filho, por que você mata passarinho?
         _Porque gosto, ora!
         _Gosta de matar?
         _Não! Gosto de matar passarinho...
         _Mas eles não servem pra nada, a não ser para enfeitar a natureza com seus vôos rasantes nos campos, para cantar, criar seus filhotes e ser feliz como todo passarinho deve ser. Por favor, pense um pouquinho, e não mate mais passarinhos. Eles são lindos e festivos. Deixe-os viver como Deus mandou.
         Ta bom! Vou ver o que posso fazer! Não prometo nada...
         No outro dia já estava com a baladeira em punho olhando para os galhos das árvores, à procura de um descuidado cantor das alvoradas; os seresteiros diurnos.
         Uma mãe, e cada uma delas, é a parcela mais importante da humanidade.
         Uma vez, correndo no campo, desembalado como um cavalo crioulo caí, e me machuquei; um machucado feio, e estava distante de casa, mas eu sabia que mamãe tinha ouvido minha queda e logo viria em meu socorro. Mãe ouve o gemido do filho a quilômetros de distancia, porque ouve com o amor, com o coração, com a pele; o sexto sentido da mãe é o amor, o sétimo, a dedicação e o desvelo, o oitavo, a fera guardada em si para proteger seus rebentos; uma mãe protetora é mais perigosa que um gladiador, mais alerta que um animal selvagem acuado, mais mãe que antes e depois.
         Quando ela chegou eu já havia conseguido ficar de pé, e assim mesmo ela me colocou nos braços e me levou até em casa. Não tenho a menor idéia de como ela conseguiu me levar nos braços até minha cama! Era longe e ela é magrinha, com as pernas fininhas feitas de um aço chamado coragem e proteção.  Hercules estava ao lado dela... Hercules não! O anjo da guarda; não tem outra explicação... ou foi apenas o “instinto materno?”. 
         Quando qualquer irmão meu adoecia, mamãe passava a noite acordada ao lado da cama, olhando, zelando, medindo a temperatura como se fosse uma grande médica, e quando o dia amanhecia nosso café da manhã estava na mesa e ela insistindo para comermos alguma coisa. Continuava trabalhando como se tivesse tido uma longa e maravilhosa noite de sono restaurador. Que nada! Tinha sete filhos para cuidar; descanso é para quem não é mãe.
         Meu pai trabalhava na cidade o dia todo e só chegava em casa de noitezinha, cansado e sujo; um banho, uma roupa limpa e comida no estômago.  Quem preparou o jantar? Mamãe, ora! Quem mais?
         Mãe não é só mãe, é esposa, companheira, amante, dona de casa, é pau pra toda obra, para varrer, lavar, passar, cozinhar, arrumar. É  eletricista, encanadora, professora, leitora, ajuda os filhos com as tarefas de casa. Minha mãe me ajudava com minhas tarefas de inglês, logo ela que mal sabia ler e desenhar o nome dela, alisando o papel como se fosse uma tela onde o pintor (ela) deixaria sua obra prima para a eternidade,   ou seja, cada mãe é um gigante despercebida na multidão de homens fortes e mandões.
         O mais importante é quando uma mulher tem que se preparar para ser mãe; vai para uma maternidade sofrer as primeiras dores da dedicação com o rebento. Eu, homem forte e orgulhoso, já chorei em uma cadeira de dentista. Uma mulher hurra na mesa de parto, chora a dor da maternidade, e logo em seguida amamenta a cria com o maior dos amores, como se conhecesse aquela criaturinha por toda sua vida, aquele pimpolho que acabou de ingressar na vida da mãe, da família, agora constituída.
         Dor! Que dor? Não lembro de dor nenhuma!
         Um casal sem filho é um estado civil bem parecido com uma família... mas, quando nasce o primeiro filho, aí sim, transforma-se, ainda na maternidade, em uma família de verdade.
         Um pai viúvo com um filho não passa de um pai com o filho...
         Uma mãe com um filho, é uma família.
         _Quem são os vizinhos?
         _Uma família que veio do interior.
         _E o dono da casa quem é? Já apareceu?
         _Não! Ela é viúva. É ela e o filho, por sinal muito educado!
         Uma mãe, onde quer que esteja é uma família, uma grande partícula do universo, a seiva que rega a terra gerando rebentos, que procria, que cuida e preserva, que gera, gere e regenera.
         E o comerciante criou o “DIA   DAS   MÃES”  que piada!!!
O dia da mãe é a soma dos 365 dias do ano. Mãe não tem dia, ao contrario, os dias só existem porque as mães estão presentes em todos os seus momentos.
         Seja feliz sempre minha mãe, minhas mães, todas as mães, um universo de sabedoria e zelo.
        
Anchieta Antunes

Gravatá – 09/05/2015.

sábado, 30 de maio de 2015

Livro à Venda

Para quem ainda não adquiriu seu exemplar do livro do Poeta Adriano Sales , o mesmo está sendo vendido no FOTO RODRIGUES no Centro de Escada, pelo valor de R$ 25,00. Compre já o seu e desfrute de uma leitura deliciosa que vai fazer você viajar pelas entrelinhas da poesia.

Texto do nobre confrade Anchieta Antunes

T R A N S F E R Ê N C I A
        
Para o leitor ávido, os olhos são glutões insaciáveis: de  aprendizado, de geografia, de pequenas incursões nos recantos bucólicos ou boêmios das grandes cidades, dos parques onde as pessoas gastam seu tempo livre passeando a vista pelas palmeiras, pelos beijos dos enamorados, pelos peixinhos que nadam na pequena lagoa ao lado,  e  onde o  passante ausente de sua estória, vai beber na taça da memória.
         Quando leio isolo-me do mundo, e quando a vida me chama para a realidade, geralmente tomo um susto. Não digo que fico dentro de mim, porque sei que me transporto  para as páginas, para as palavras que divulgam histórias, que passeiam entre o turbilhão de passageiros do tempo, que entram em lojas e botequins, que invadem a existência de outras pessoas. O livro é e será eternamente um invasor de privacidades; ele procura a verdade onde a mentira se esconde, onde a vergonha toma banho de chuva na goteira da garagem.
         Adoro viajar sem sair do conforto de minha casa. Conheço grande parte do mundo, e de cidades que nem sabia que existiam, de Conventos, Mosteiros, Catedrais e Cassinos que preenchem espaços nobres para os turistas visitarem, para os de casa santificarem, e para o povo respeitar nas beiras de suas estradas.
Naquela tarde chovia todas as chuvas do aqüífero do firmamento, como se quisesse lavar os pés dos querubins que andam descalços pisando nas nuvens. Saí correndo para buscar um médico que viesse ajudar a pobre infeliz que chorava de tanta dor no abdômen. Debaixo de chuva, todo molhado, procurando um taxi que me salvasse da enxurrada, e diminuísse o tempo de espera da mulher; mulher esta que eu nem conhecia, que nunca tinha visto na minha frente.
         Passei correndo por outro pingüim, pingando medo do temporal, com os olhos arregalados, a boca aberta e o espírito beligerante.
         _Onde fica o hospital? Perguntei gritando àquele menino assustado.
         _Fica logo ali, dobre na primeira rua à esquerda e vai ver o letreiro iluminado.
O “logo ali” estava muito distante, e percebi que o danadinho do menino estava caçoando de mim, mesmo assustado e debaixo de chuva, escorrido como um pinto, e riscado de relâmpagos, queria pregar-me uma peça nas pregas das procelas.
         Até o hospital devia ter mais ou menos uns 800 metros para eu correr em ruas alagadas, com medo de cair numa boca de lobo, e desaparecer para sempre. Não podia parar, a urgência era  levar o médico para atender a parturiente deitada na calçada, molhada, sozinha, esperando ouvir o grito de seu bebê.
         Quando cheguei ao Pronto Socorro, ninguém me deu atenção: estava todo molhado, sujo, com um pé sem o sapato (onde será que ficou meu sapato?), os olhos pingando desespero através dos óculos, a agonia de pensar na pobre mulher abandonada, sem poder fazer nada para ajudá-la.
         Finalmente uma enfermeira me perguntou:_O que você quer menino?
         _Não sou menino, e preciso de um médico urgente...
         _Tá doente de que? Diga logo, não temos tempo a perder!
         _Não sou eu, é uma pobre mulher deitada na calçada, lavada de sangue, sentindo as dores do parto.
         _Se é parto, não é sangue. Fique tranqüilo, a ambulância já vai  buscá-la para o Hospital.
         _Eu tenho que ir na ambulância, pois só eu sei onde a miserável está deitada, deitada não, derrubada pela dor.
        
         E assim eu terminei de ler aquele capítulo e fiquei imaginando a cena toda, como se dela fizesse parte. Senti que havia me transferido para as paginas do romance; não estava mais na minha cama, confortavelmente deitado, com a janela aberta, o vento soprando nos meus hemisférios. Estava sim, na chuva, maltrapilho, exausto, indignado com os acontecimentos que nos atropelam sem aviso prévio. Eu fazia parte da dor do parto, do grito do nenê, da vida que acabava de chegar sob aquela chuva torrencial, acompanhado da orquestra celestial: os trovões.
Quando acordo, preparo-me para mais um dia de trabalhos corriqueiros que uma casa admite incessantemente. Começo com coisas leves como regar o jardim, molhar as plantas que estão sob teto, colocar água para o cachorro, comprar o pão para o café da manhã. Faço essas pequenas obrigações sempre pensando no livro que estou lendo. O fato é que sempre estou lendo um livro; não posso parar. Terminei um e já começo outro que deixo na minha mesinha de cabeceira. Este é o meu melhor vício, o meu outro lado que só os livros conhecem.
Sou viciado no vício do aprendizado, vivo atolado na orgia dos filósofos, atropelo o não saber, sem nem mesmo saber por que”, acostumado que estou a ler e aprender. Minha missão é espalhar pelos quatro cantos do mundo a linda silhueta da cultura, o arcabouço da verdade literária, a escultura da forma melhor de se olhar para um texto e dele absorver  seu mais perfeito conteúdo: “a gloriosa arte da interpretação”.
Quando brincava no Ingá do Bacamarte – PB – ficava com inveja dos meninos que chegavam para a escola, (em frente da casa de meu cunhado Elino Torquato) montados em seus cavalos. Ficava danado porque morava de cara com a escola. Aquilo não era vantagem nenhuma, não podia ir estudar,  montado no meu alazão. Aprender sempre é muito  bom, melhor ainda é antes do aprendizado, cavalgar no galope dos sonhos que enchem as cabeças dos imberbes, atravessar campos de gira-sóis que procuram o astro para alimentarem-se de vida, uma autêntica súplica do vegetal que gorjeia  deitado nos raios solares. Observar é aprender, ler é desfrutar de uma narrativa, quando o escrevinhador é um bom contador de histórias.
No Ingá eu era menino, hoje sou um velho menino, ainda apaixonado pela leitura, pelos livros, por contos, poesias e crônicas. Continuo sendo arrebatado por duas ou mais letras ajuntadas formando sentido e lógica, empenho e louvor, gracejo supimpa e envolvente, como acontece com os cordéis nordestinos. Quando começo a ouvir um cordel tenho vontade de dormir em cima do sono, sem tirar os olhos fechados de “arriba” do cordelista.
No átrio da praça, quando  me preparo para ler em voz alta, meu peito infla de satisfação por ver as pessoas começarem a se aglomerar para ouvir a palavra do autor (qualquer que seja), em forma de mensagem otimista para aliviar as penas de todos os dias. Tenho que gritar para o mundo inteiro escutar, para minha palavra entrar nas palhoças, nos barracos analfabetos, nas reuniões políticas,  nas maternidades onde as crias dão seus primeiros gritos de independência,  Onde quer que a palavra falada possa estar presente, vibrante, e paternalista.
Uma vez, na volta de minha ida, encontrei um fedelho com uma revistinha nas mãos, e perguntei: _ Tá lendo esta revistinha, meu filho?
_Tô não dotô, num sei lê!
_Quem lhe deu esta revista de quadrinhos?
_Foi um homi que passou por aqui indagorinha!
_Você tem vontade de aprender a ler?
_É só o que quero da vida,  o sinhô pode me ensinar? AGORINHA? Neste instante? Vou poder ler esta revista que gosto tanto de olhar pra ela, sem saber o que está escrito! Quero transformar minha vida de pobre, em vida rica de leitor, e garanto ao sinhô que nunca mais vou parar de ler, de ler tudo que aparecer na minha frente. Posso garantir. Pudemo começar agora?                            POR   FAVOR???
Esta avidez por leitura afogava a alma daquele menino sem que ele soubesse o motivo de suas angústias. Esta historinha é parecida com milhões ao redor do nosso mundo cheio de cicatrizes de ignorância.
Outro dia, sem nem mesmo pensar no que ia fazer, vi-me no Engenho do Coronel Zé Paulino, brincando com Carlos. Corríamos como uns desesperados por aquelas terras sem fim. Carlos Melo era neto do Coronel, homem de garras firmes, de uma só palavra, um verdadeiro deus naquelas redondezas. Ele adorava o neto Carlos, órfão de mãe, e com o pai preso por ter matado a mãe do meu amigo. Carlinhos ainda sofria com a perda repentina da mãe, em circunstancias tão desastrosas.
         Quando o Rio Paraíba anunciou a cheia, os moradores do engenho ficaram apavorados, pois conheciam a história de outras enchentes daquele rio medonho. A água subia a ribanceira como se aquele fosse o seu leito eterno, com uma força esmagadora, com vontade de destruir tudo o que encontrasse pela frente. E foi destruindo mesmo, não ficou nada inteiro, ou no mesmo lugar. A cama de Dona Mocinha foi encontrada, dias depois, a dois quilômetros de distancia. A água chegou a lavar a varanda da casa grande, e só não entrou na casa, porque o velho havia mandado construir  com um metro de altura do solo. Foi a sorte. Aquele rio já fez muitos estragos na sua eterna vida de sertão. (Menino do Engenho – José Lins do Rego)
        
Quando voltei pra vida estava suando de pavor, com aquela cheia traiçoeira, e novamente eu havia me transferido para o romance do nosso querido José Lins do Rego, paraibano de boa cepa.
         Assim é a leitura, quando nos entusiasmamos com a história, ou com a poesia. As paginas transferem-se para dentro de nós, para fazermos parte da inspiração do autor. A este  fenômeno eu chamo de:
                             “A  MAGIA   DA  LEITURA”

         Quase sempre fico extasiado com o que leio, quando desfruto dos grandes autores, mesmo os desconhecidos da mídia. Temos milhares de brilhantes escritores anônimos, com dificuldade de publicar suas obras por falta de dinheiro, por escassez de oportunidades, porque não contamos com o apoio do governo central, tão ignorante quanto aquele menino da revistinha; a única diferença é que o menino aprendeu a ler...
                           

Transfiro-me para o livro,
ou
ele se transfere para mim?



Anchieta Antunes
Gravatá – 21/05/2015. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

1º Lançamento do Livro: "Eu Poesias em Vias" do Poeta, Escritor e Psicanalista Adriano Sales

O Escritor, Poeta e Psicanalista Adriano Sales, lançou no 5º aniversário da Academia Escadense de Letras, o livro: “Eu Poesias em Vias” – 
Nossas felicitações ao nobre escritor.

***Biografia:

Nascido em Palmares-PE, cresceu nas ruas calmas do Bairro do Coqueiro, na cidade de Escada-PE. A década de 80, mascou muito a sua vida infantil, tempo pacato em que junto com amigos jogava bola descalço nas ruas, correndo para todos os lados mostrando saúde de ferro.

Estudou o ensino fundamental na Escola Barão de Suassuna – também conhecido como grupo escolar - ; Iniciou o ginásio na então Escola Municipal Ministro Eraldo Gueiros Leite, onde seguiu até o segundo grau técnico em contabilidade. Migrou antes da finalização do curso para a Escola Professor Eraldo Campos onde se formou em administração de empresas.
Iniciou sua vida acadêmica da Faculdade Mauricio de Nassau ingressando no curso de bacharel em direito, interrompido o curso, finalizou sua graduação no curso de logística na Faculdade Boa Viagem. Psicanalista pela ABEPE – Associação Brasileira de Estudos Psicanalíticos do Estado de Pernambuco, também atua como diretor de Comunicação da Academia Escadense de Letras, entidade em que ocupa a posição de Acadêmico Efetivo na Cadeira nº 06 tendo como patrono Josué de Castro.













quarta-feira, 15 de abril de 2015

6º Sarau da AELE - Discutindo as Problemáticas da Atualidade

O 6º Sarau da AELE, veio com a inovação expor temas de cunho social e econômico: 

Cidades e Mudanças climáticas, com a economista Isabel Oliveira, e Sociabilidade e Monocultura da cana de açúcar, com a socióloga Patrícia Cabral, ambas acadêmicas da AELE, foram os assuntos da noite do dia último dia 11.
Na ocasião, foram mostradas as problemáticas e seus direcionamentos de soluções dentro do contexto dos trabalhos em uma belíssima apresentação.







Resultado do II Concurso Literário da AELE

Parabenizamos aos participantes e vencedores do II Concurso Literário da AELE.

1º Lugar - Milene Raiza dos Santos Silva - Escola Técnica Estadual Luiz Dias Lins - Poesia - 3º ano Logística
2º Lugar - Iara Dias Torres -  Escola Técnica Estadual Luiz Dias Lins - Conto - 2º ano Logistica
3º Lugar - Allison Guilherme da Silva Ferreira - Escola Técnica Estadual Luiz Dias Lins - Poesia - 2º ano Logistica


Os vencedores além de terem ganho o certificado de participação; medalha e premiação, terão seus trabalhos publicados na III Antologia da Academia Escadense de Letras que será lançada no final deste ano.

quinta-feira, 26 de março de 2015

ALMOÇANDO NO MERCADO

Poesia rima com gastronomia, cordel rima com sarapatel, musicada rima com cerveja gelada, conto ou causo não rima com cachaça mas se beber não caia na praça, na poesia não viaje no pecado... siga para o comércio pois vai ter o “Almoçando no Mercado”.

Com o objetivo de divulgar as potencialidades gastronômicas da nossa cidade reforçando assim o desenvolvimento turístico do município, bem como levar ao conhecimento do povo arte das poesias e da música local, a Academia Escadense de Letras realiza o programa Almoçando no Mercado.

Com apresentações de Poetas, Cordelistas e Músicos locais, o evento será reforçado com a gastronomia local servida nos bares do Mercado Público de Escada. O “ALMOÇANDO NO MERCADO” será realizado no sábado dia 28/03/2015 das 11h às 16h no Mercado Público da Escada.

O evento será aberto ao público em geral com consumação paga pelo participante.


sexta-feira, 13 de março de 2015

REGULAMENTO do 2º Concurso Literário da AELE


2º Concurso Literário da AELE
Título: A Cidadania vista pela Lente da Memória
*** REGULAMENTO ***
*********************************************
Objetivo: Registrar através de fotografias as fachadas e seus detalhes dos antigos prédios e antigas casas da cidade de Escada.

Público Alvo: Estudantes do Ensino Médio de escolas do município de Escada.

Os participantes do 2º Concurso Literário da AELE “A Cidadania vista pela Lente da Memória” deverão seguir as regras deste regulamento:

Parágrafo I – Do Trabalho do participante

1 - Os participantes deverão fotografar as fachadas dos antigos prédios e antigas casas da cidade de Escada bem como detalhes artísticos dessas fachadas de acordo com a indicação do roteiro estabelecido pela organização do concurso no Parágrafo III deste regulamento e produzir uma poesia, crônica ou cordel para a imagem fotografada.

2 – Só será permitido uma foto e um texto por participante.

Parágrafo II – A organização do concurso coloca a disposição do participantes a lista ou roteiro dos prédios antigos e casas antigas no parágrafo III deste regulamento.

Parágrafo III – Do Roteiro

1 – O roteiro para as fotos será o seguinte: Rua Barão de Suassuna (sugestão para foto: Prédio da Clinical Center, Escola Barão de Suassuna, residência de Teresinha Melo, antigo prédio da farmácia do Sr. Santos, fachada do Clube Intermunicipal da Escada, fachada do prédio da farmácia de Chico de Sinval, fachada do Antigo Ginásio Nossa Senhora da Escada); no Centro do Comércio (fachada do prédio da farmácia de João Doutor, fachada do prédio da mercearia A Camponesa, Mercado Público Municipal, fachadas das antigas casas da Rua Candido Dias, fachada do antigo Chafariz, cemitério São Luis); na Ladeira dos Mariquitos (fachada do prédio da biblioteca pública, residência antiga em frente a biblioteca); seguindo para Rua da Cadeia (fachada do prédio da Cadeia Pública); seguindo para Rua da Matriz (fachada do prédio do Museu Cicero Dias, fachada do prédio da Caixa Econômica, fachada do prédio da Secretaria Paroquial, Igreja Matriz, fachada do prédio da Agência do Trabalho), seguindo para o Bairro do Atalaia (fachada da residência de Sevi, fachada da Escola Vigário Pedrosa, casa da Pompéia); seguindo para Rua João Manoel Pontual (fachada do prédio da Padaria Indiana, fachada do prédio da farmácia de Dona Adelita, fachada do atual colégio Menino Deus e Igreja Universal); seguindo para a Rua Visconde de Utinga (fachada do prédio do Cine Utinga); seguindo para a Vila Operária (fachadas das antigas casas da Vila Operária em frente a quadrinha de esporte, antiga igreja da fábrica Pirapama, ruínas da antiga estação ferroviária, casas antigas com fachadas originais da Vila Operária); seguindo para casa grande do Engenho Sapucagí e casa do Sítio do Sr. Zaith.

Parágrafo IV – Da poesia, crônica ou cordel

1 – A poesia, crônica ou cordel deverão ser produzidos pelo próprio participante que for autor da fotografia, sendo vetado o trabalho de um autor diferente.

2 – Os textos dos trabalhos citados no ponto 1 do parágrafo IV deverão ser digitados em Word, fonte Times New Roman, tamanho da fonte 14, cor da fonte preta, e salvos com o nome do arquivo no seguinte formato ( TEXTO CONCURSO “Título do Texto”).

3 – Estará desclassificado o trabalho que não cumprir as exigências dos pontos 1 e 2 do parágrafo IV.

Parágrafo V – Da inscrição e envio do texto

1 – O texto(trabalho) junto com a foto deverão ser enviados para o endereço de e-mail da Academia Escadense de Letras, aele.escada@gmail.com com o seguinte assunto: (“Nome do autor” / “Título do Texto”).

2 – No corpo do e-mail deverá ter as seguintes informações: Nome completo do Autor do Trabalho; Telefone para contato; Endereço residencial, escola e série que estuda e o número do RG.

3 – O prazo de envio do trabalho vai até as 23h do dia 30/03/2015.

4 – Ao enviar o trabalho para o endereço indicado no ponto 1 do Parágrafo V, o participante receberá uma resposta da equipe de comunicação da AELE informando o número do protocolo de inscrição bem como a efetivação da mesma.

5 – Estará desclassificado o trabalho que não cumprir com a exigência do ponto 1, 2 e 3 do parágrafo V.

Parágrafo VI – Da avaliação dos trabalhos

1 – Os trabalhos irão ser examinados e avaliados pela comissão de publicações, extensão e pesquisa e comissão de preservação do patrimônio histórico cultural, ambas da Academia Escadense de Letras.

Parágrafo VII – Da premiação

1 – A premiação será configurada para no seguinte formato: primeiro, segundo e terceiro lugar.

2 – Para as três colocações será dado o prêmio de direito gratuito de publicação do trabalho na 3ª Antologia da AELE que será lançada no final do ano de 2015.

3 – Só o primeiro lugar receberá como prêmio um tablet.

4 – A Academia Escadense de Letras estabelecerá contato com os vencedores para informar sobre a premiação e participação dos trabalhos vencedores na 3ª Antologia da AELE.

5 – A culminância da premiação bem como entrega do prêmio ao primeiro lugar e registro fotográfico dos três primeiros vencedores e futuros escritores da Academia Escadense de Letras, será no dia 11/04/2015 na sede provisória da AELE situada na Rua Cândido Dias no Centro de Escada, PE.

Parágrafo VIII – Da divulgação dos trabalhos vencedores.

1 – Os trabalhos vencedores e as fotos da premiação serão divulgados até o dia 15/04/2015 no blog da Academia Escadense de Letras, cujo o endereço é www.aele-escada.blogspot.com.br , bem como no facebook e FanPage da entidade.


quarta-feira, 11 de março de 2015

II Trilha Literária


Preservar a história do nosso povo é um dos deveres da Academia Escadense de Letras. Visando despertar o sentimento de preservação documental do patrimônio histórico da cidade de Escada, a AELE promove a II Trilha Literária. Nesta edição a trilha será realizada em percurso urbano pelas principais ruas da cidade, podendo ser usado bicicleta, moto e carro.
            Agregado a Trilha Literária, teremos o lançamento do II Concurso Literário da AELE, com o título A Cidadania vista pela Lente da Memória, em que sugeriremos para os participantes da trilha fotografar as fachadas dos antigos prédios históricos e produzirem uma poesia, crônica ou cordel de acordo com o regulamento do concurso que estará disponibilizado no blog da Academia Escadense de Letras www.aele-escada.blogspot.com.br .
            A concentração da II Trilha Literária da AELE, será em frente à Câmara Municipal da Escada a partir das 8h, onde iniciaremos a “fotografada” da fachada do prédio da Câmara, iniciando o passeio pela Av. Dr. José Henrique (Coqueiro), subindo para o comércio onde faremos uma parada para o café da manhã na atual sede da AELE.
Neste percurso passaremos pelas principais ruas da cidade, nas quais sugerimos para fotografar na Rua Barão de Suassuna sugestão para foto (Prédio da Clinical Center, Escola Barão de Suassuna, residência de Teresinha Melo, antigo prédio da farmácia do Sr. Santos, fachada do Clube Intermunicipal da Escada, fachada do prédio da farmácia de Chico de Sinval, fachada do Antigo Ginásio Nossa Senhora da Escada); no Centro do Comércio (fachada do prédio da farmácia de João Doutor, fachada do prédio da mercearia A Camponesa, Mercado Público Municipal, fachadas das antigas casas da Rua Candido Dias, fachada do antigo Chafariz, cemitério São Luis); na Ladeira dos Mariquitos (fachada do prédio da biblioteca pública, residência antiga em frente a biblioteca); seguindo para Rua da Cadeia (fachada do prédio da Cadeia Pública); seguindo para Rua da Matriz (fachada do prédio do Museu Cicero Dias, fachada do prédio da Caixa Econômica, fachada do prédio da Secretaria Paroquial, Igreja Matriz, fachada do prédio da Agência do Trabalho), seguindo para o Bairro do Atalaia (fachada da residência de Sevi, fachada da Escola Vigário Pedrosa, casa da Pompéia); seguindo para Rua João Manoel Pontual (fachada do prédio da Padaria Indiana, fachada do prédio da farmácia de Dona Adelita, fachada do atual colégio Menino Deus e Igreja Universal); seguindo para a Rua Visconde de Utinga (fachada do prédio do Cine Utinga); seguindo para a Vila Operária (fachadas das antigas casas da Vila Operária em frente a quadrinha de esporte, antiga igreja da fábrica Pirapama, ruínas da antiga estação ferroviária, casas antigas com fachadas originais da Vila Operária); seguindo para casa grande do Engenho Sapucagí e casa do Sítio do Sr. Zaith.


segunda-feira, 9 de março de 2015

Hoje é dia de lançamento de cordel

Será lançado hoje o “Cordel da Falciforme” de autoria do membro da Academia Escadense de Letras, escritor e cordelista Valdecí Leocádio DÉDO.  

O evento está marcado para logo mais às 19h de hoje (09/03/2015) no auditório da FAESC.

Todos estão convidados.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

3º Bloco Lírico da AELE

 Nena Dutra e  Ademar Ribeiro serão 
os homenageados 2015 no 3º Bloco Lírico da AELE


Seguindo a tradição de homenagear os “ícones vivos” da nossa cidade - mudando o antigo costume de homenagens “pós-vida” – a Academia Escadense de Letras neste ano de 2015 realiza a terceira edição do seu Bloco Lírico homenageando duas grandes personalidades da história de Escada.
Nena Dutra e Ademar Ribeiro. Nena Dutra, pessoa de destaque na ação social em Escada, é uma das precursoras da criação do grupo da terceira idade e promotora de vários eventos beneficentes para os mais necessitados. Atualmente cuida e administra o abrigo para idosos Monsenhor João Rodrigues de Carvalho; Ademar Ribeiro, grande figura do meio político da cidade, foi grande articulador de partidos políticos nas décadas de 70,80 e 90, irreverente folião de muitos carnavais

O bloco que abre as festividades carnavalescas de Escada, sairá neste ano do Parque Aquilo Porto, ás 19h do dia 06/02/2015, o percurso será pela Rua João Manoel Pontal em direção à Quadra da Vila Operária onde será iniciado o Baile Municipal.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

5º Natal com Poesia da AELE - 2014

A poesia e a fraternidade temperaram a noite quente do último dia 14 de dezembro em Escada na culminância do 5º Natal com Poesia da Academia Escadense de Letras. O sarau musical de natal levou melodias e mensagens natalinas para os idosos do Abrigo Santa Filonila, em Escada.
Neste ano de 2014, com o tema: Inclusão social também é nosso dever – O que fomos, o que somos e o que seremos, o evento foi direcionado a inclusão social dos idosos, que tanto sofrem com os diversos tipos de abandono provocados pela sociedade.
Mariinha Leão
Para abrilhantar a festa, os poetas da AELE realizaram um recital através do 1º Compêndio Poético de Natal, onde foram publicadas mensagens especiais para o natal. Seguindo, a apresentação musical da poetisa, historiadora, escritora e musicista, Mariinha Leão, embalou os corações dos presentes com uma cantata natalina deixando o momento mais lindo e inesquecível. Os poetas Valdecí Leocádio e Elizabethe Leocádio apresentaram poesias em forma de jogral levando a mensagem do nascimento do menino Jesus.
Valdeci Leocádio e Elizabethe Leocádio
Durante o evento foi oferecido um lanche aos idosos representando a ceia natalina, e houve também distribuição de presentes e orações de boas vindas ao Natal e ao Novo Ano que se aproxima.
 O momento também foi de confraternização para os acadêmicos da AELE, que realizaram na sequência um jantar na sede provisória da Casa Tobias Barreto, momento esse em que foram levantados os informes anuais e perspectivas para os próximos eventos em 2015.

Nossos agradecimentos aos Leos Clube e Lions Clube Escada-PE, pela parceria neste evento.

FELIZ NATAL,

FELIZ 2015 PARA TODOS E TODAS,

Teresinha O.G. Melo
Presidente da Academia Escadense de Letras